Nos países europeus a doença é observada principalmente na sua forma indeterminada ou crónica, mas casos das formas aguda e congénita foram descritos. A existência de pessoas infectadas por T. cruzi, frequentemente assintomáticas, constitui um risco para a segurança do sangue e do transplante de órgãos. O controlo da transmissão congénita baseia-se no diagnóstico da infecção nas mulheres em idade fértil. A triagem de pessoas sob risco de Chagas é efectuada por técnicas com boa sensibilidade mas a confirmação do diagnóstico, por técnicas adicionais de alta especificidade, é imprescindível. O tratamento etiológico da Doença de Chagas é eficaz na forma aguda e congénita, mas para o manuseio de doentes na fase indeterminada e crónica não existem normas consensuais.
Os conhecimentos e o grau de alerta dos profissionais e autoridades de saúde Europeus, sobre a Doença de Chagas, são em geral muito limitados. Para que estes profissionais possam prevenir, diagnosticar e tratar a doença, deverão possuir informação científica sólida e actualizada sobre aspectos como a distribuição geográfica, transmissão, apresentações clínicas, diagnóstico laboratorial, tratamento, prevenção e controlo. Este workshop visa dotar os participantes destes conhecimentos.
Ao propor esta actividade, as Unidades de Ensino e Investigação em Clínica das Doenças Tropicais (UEICDT) e de Protozoários Oportunistas/VIH e Outras Protozooses (UPOOP), do IHMT, pretendem ainda congregar profissionais de saúde de várias áreas (Saúde Publica, Medicina Familiar, Infecciologia, Obstetrícia, Pediatria, Enfermagem, Imuno-hemoterapia, Transplantação, Análises Clínicas e Investigação), de forma a lançar as bases para a criação de grupos de trabalho, que permitam fazer face às várias vertentes da problemática da Doença de Chagas em Portugal.
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