RIDES- Reunião de Lisboa

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Os especialistas em malária  estiveram reunidos, no dia 23 e 24 de Novembro, em Lisboa,  na Rede de investigação e desenvolvimento da Saúde/Malária (RIDES) onde deram  mais alguns passos no sentido da cooperação que está na base do projecto, com intercambio de dados, formação e troca de informação técnico-científica.

"Identificamos as prioridades, estamos a definir os termos de referências dessas prioridades e de acordo com isso vamos desenvolver projectos de interesse comum para os países da CPLP", explicou em declarações à agência Lusa Filomeno Fortes, coordenador do programa nacional de luta contra a malária de Angola e um dos grandes impulsionadores do projecto

Na definição dos estatutos e do funcionamento da rede, um dos temas do encontro de  em Lisboa,  tratou-se de assegurar a constituição de um secretariado executivo, representativo de todos os países, com pontos fulcrais e com grupos de trabalho dos vários temas que as dezenas de especialistas consideram prioritários.A malária, como recordou Virgílio do Rosário, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical,  que organizou a referida reunião, outro dos dinamizadores desta rede, mata cerca de um milhão de pessoas por ano em todo o mundo, 80 por cento das quais nos países da África subsaariana."Se fizermos mobilidade de cientistas, formação contínua e utilizarmos uma padronização de linguagem, já demos um passo. Não é dispendioso colocar tudo o que existe em colaboração. É esse o ponto", frisou o científico português.

Quanto aos recursos, contam com o apoio da CPLP, que já suportou a institucionalização, mas "a implementação dos projectos prioritários para o combate a malária de uma forma coordenada vai depender da advocacia da rede e da própria CPLP na captação e coordenação desses recursos e ainda a ligação a outras redes e organismos internacionais", incluindo a Organização Mundial de Saúde, referiu Filomeno Fortes.O grande contributo, contudo, como referiu o cientista Virgílio do Rosário, são os programas de cada um dos países onde se faz investigação,

 incluindo Portugal, onde embora não haja malária existem 17 grupos de trabalho, no Brasil são 73 e em Angola outros tantos.Além disso, a rede é aberta e além da Comunidade dos Países de Línguas Portuguesa (CPLP) o instituto Carlos II de Madrid e países como a Namíbia e a Guiné Equatorial já pediram adesão à rede."Esta rede não é ambiciosa: é facilitar o intercâmbio de dados, troca de informação técnico-científica, os que estão mais avançados partilham com os outros, podendo-se assim eliminar barreiras e avançar mais rapidamente. Daqui a um ano vamos ver que passos dar a seguir", concluiu Virgílio do Rosário.

Fonte: Agencia Lusa.

 

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