A rede de cooperação europeia em investigação científica Eureka vai alargar-se a países não-europeus, anunciou o ministro da Ciência, Mariano Gago, no fim de um ano de presidência portuguesa em que foram aprovados 278 novos projectos.
Em conferência de imprensa no fim de uma conferência interministerial, em Lisboa, em que Portugal passou à Alemanha a pasta da presidência da iniciativa Eureka, Mariano Gago destacou o aumento de 11 por cento no número de projectos em relação ao ano anterior, envolvendo investimento público e privado de 38 milhões de euros.
O ministro salientou que o número de projectos portugueses (33) aprovados é "oito vezes superior" ao ano passado, o que atribuiu ao estímulo dado pelo facto de Portugal ter exercido a presidência da iniciativa no último ano e ao "grande crescimento da investigação nas empresas portuguesas".
Mariano Gago revelou ainda que a Coreia do Sul vai passar a ser membro associado da rede Eureka, facto que considerou de "enorme importância política e estratégica", uma vez que aquele país é "uma das economias mais importantes da Ásia".
Outros países como Brasil, Argentina, Egipto, Singapura e África do Sul pediram também para ser associados.
Apesar da expansão, Mariano Gago rejeitou que a rede possa perder o seu carácter europeu, assegurando que nunca haverá projectos Eureka sem parceiros europeus, mas referindo que a Europa - entendida desde Portugal à Rússia - não é entendida como "uma fortaleza fechada".
A rede Eureka, que existe desde 1985, foi importante para Portugal, porque devido à dimensão do país não havia recursos financeiros e competências que só puderam ser encontradas em outros países com a participação na rede Eureka.
O secretário de Estado alemão da Educação e Investigação, Frieder Meyer-Krahmer, comprometeu-se a "encher de vida" durante o próximo ano a colaboração com a Coreia do Sul e manifestou o desejo de que a rede Eureka contribua para "a definição de uma política de inovação" na Europa, que afirmou não existir.
Dentro do espaço europeu alargado, a Bósnia-Herzegovina passou a ser também parceira do Eureka. Andorra, Arménia, Azerbeijão, Bielorrússia e Liechtenstein também mostraram interesse em participar.
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/
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